Biografia
Francisco Rodrigues Lobo é um dos mais importantes discípulos de Camões, Poeta português, nasceu em Leiria em 1579 e foi um dos primeiros escritores do seu tempo pela pureza da sua linguagem. Tendo sido influenciado por Gangorra, é considerado o iniciador do Barroco na literatura portuguesa.
Era um Autor regionalista como poucos, apresentava o codnome de “cantor do Lis”.
Nasceu em Leiria no seio de uma família de cristãos-novos, cidade onde a presença judaica remonta a inícios do século XIII.
Estudou na Universidade de Coimbra, onde se formou em Cânones. Foi precisamente na cidade do Mondego que iniciou a sua atividade literária, compondo o Romanceiro, tinha pouco mais de 16 anos.
Afirma-se que se dava com a nobreza, entre os quais Teodósio II, Duque de Bragança e Duarte de Bragança, senhor de Vila do Conde, e que este último lhe dava alojamento. Desconhece-se se terá exercido cargos públicos.
Na sua escrita percebe-se uma certa influência da lírica de Luís de Camões, nomeadamente nos temas do bucolismo e do desencanto.
Francisco se afogou no Rio Tejo durante uma viagem entre Lisboa e Santarém e acabou morrendo em novembro de 1622.
Corte Na Aldeia é considerada como o primeiro sinal literário do Barroco em Portugal e um contributo importante no que se refere ao desenvolvimento do Barroco na Península Ibérica. A obra é dedicada ao descendente da Coroa Portuguesa, ou seja D. Duarte, irmão do Duque de Bragança e marquês de Frechilha e de Malagam. Na dedicatória da obra, Rodrigues Lobo convida D. Duarte de Bragança a preservar e ter orgulho da “língua e da nação Portuguesa” que, no passado, conheceu momentos muito mais gloriosos. “Corte na Aldeia” é composta de dezasseis diálogos didáticos que descrevem a vida cortesã da época, refletindo a frustração da nobreza portuguesa pelo desaparecimento da corte nacional, sob a dominação filipina.
Que Amor Sigo?
Que amor sigo? Que busco? Que desejo?
Que enleo é este vão da fantasia?
Que tive? Que perdi? Quem me queria?
Quem me faz guerra? Contra quem pelejo?
Foi por encantamento o meu desejo,
e por sombra passou minha alegria;
mostrou-me Amor, dormindo, o que não via,
e eu ceguei do que vi, pois já não vejo.
Fez à sua medida o pensamento
aquela estranha e nova fermosura
e aquele parecer quase divino.
Ou imaginação, sombra ou figura,
é certo e verdadeiro meu tormento:
Eu morro do que vi, do que imagino.
Obras
Viveu durante a Dinastia Filipina, o que explica as numerosas obras escritas em língua castelhana, tendo escrito raramente em língua portuguesa. Foi autor, entre outras, das obras:
- Primavera (1601), título geral das três novelas pastoris: “Primavera”, “Pastor Pereyrino” e “Desenganado”;
- O Pastor Peregrino (1608);
- Condestabre (1609); e
- A Corte na Aldeia (1619).
Referências Bibliográficas
- Francisco Rodrigues Lobo. Wikipédia, 2020. Disponível: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Rodrigues_Lobo>. Acesso em: 24/05/2020.
- Francisco Rodrigues Lobo. Passei web, 2020. Disponível: <https://www.passeiweb.com/estudos/sala_de_aula/biografias/francisco_rodrigues_lobo>. Acesso em: 24/05/2020.
- Corte na aldeia. Consciência. org, 2020. Disponível: <https://www.infopedia.pt/$corte-na-aldeia>. Acesso em:24/05/2020.
- Francisco Rodrigues Lobo. Cultura Fm ,2020. Disponível em: http://culturafm.cmais.com.br/radiometropolis/lavra/francisco-rodrigues-lobo-que-amor-sigo. Acesso dia: 26/05/2020.
- Cristófano Sirlene. Seer, 2020. Disponível em: http://seer.ucp.br/seer/index.php/vernaculum/article/viewFile/1011/484. Acesso dia: 26/05/2020






